acf domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/utilicarrentacar/public_html/wp-includes/functions.php on line 6131
Grandes campanhas, jingles e sacadas geniais fizeram parte da história da propaganda brasileira e mundial. Se você tem mais de 30 anos, com certeza se lembra de casos clássicos, como a tartaruga da Brahma, o peixe-cachorro (ou seria cachorro-peixe?) da Volkswagen, compre Batom, pipoca e guaraná Antarctica e muitos outros.
Essas campanhas fizeram parte das nossas vidas e vivem no nosso imaginário.
E hoje, a gente tem a impressão de que a propaganda não é mais tão criativa, ou não produz mais os mesmos resultados que antigamente. Por que será que isso acontece?
Com o aprofundamento dos conhecimentos em marketing e comportamento do consumidor, conseguimos hoje enxergar de forma mais complexa o que antes era simplesmente visto como reconhecimento, lembrança e imagem da marca.
Sabemos que há uma série de atributos intangíveis que compõem a visão que temos de uma marca, ou produto, e o simples reconhecimento não é mais suficiente para influenciar o comportamento de compra do consumidor.
Hoje, é preciso passar mais informações. O cliente está mais bem informado, ele compara as empresas, os produtos/serviços, verifica informações sobre a fabricação, reputação das empresas, opiniões de outros consumidores e utilizam muito bem a internet para tomar a decisão de consumo mais consciente possível.
É por isso que não é mais suficiente pensar apenas em uma campanha para TV com um conceito matador e desdobrar esse conceito em diversas mídias complementares. Quando o consumidor era bem menos informado que hoje, isso era suficiente para, em frente a uma prateleira, ele escolher entre Bombril e outra marca qualquer.
Hoje, é preciso mais. É preciso mostrar quais são as 1001 utilidades de forma objetiva. É preciso convencer o consumidor que pagar um pouco mais caro por um produto de melhor qualidade representa, na realidade, um melhor custo x benefício.
Esse é o princípio de entrega de valor de um produto/serviço. Mais ainda, o desejável é que o valor percebido pelo cliente seja superior ao preço que ele pagou.
Ou seja, uma propaganda mais técnica, informando os benefícios de forma mais clara e sem criar expectativas irreais sobre o produto/serviço. Pensando em TV, tudo isso em um filme de 30 segundos. Há muito pouca margem para conceitos fortes e “sacadinhas” espetaculares.
Bom porque significa que a propaganda está subestimando menos a inteligência do consumidor e entregando um conteúdo que auxilia na sua decisão de compra de forma mais objetiva que há 20, 30 anos.
Ruim porque a propaganda também é um fenômeno cultural e, no Brasil principalmente, teve grande, enorme, influência nos nossos costumes, gírias e até mesmo na desconstrução de preconceitos e estruturas sociais antiquadas.
Ainda existem campanhas memoráveis. Ainda existem sacadas geniais. Mas, agora, elas estão a serviço de um objetivo de marketing muito bem definido e mensurável. E quando for necessário decidir entre a razão e a emoção, costumamos ficar com a razão para garantir resultado para os nossos clientes.
Mas um pouco de emoção também não faz mal a ninguém. Certo?